De repente fica tudo preto de gente é um diálogo entre o coreógrafo brasileiro Marcelo Evelin, cinco performers de diferentes partes do mundo (Teresina, Kioto, São Paulo, Ipatinga e Amsterdã) e o público. A partir das ideias de massa e multidão desenvolvidas pelo escritor Elias Canetti em Massa e poder, a metáfora do aglomerado como um lugar de liberdade do indivíduo surge na aproximação das diversas partes do espetáculo. “A massa é uma aparição tão enigmática quanto universal, que, de repente, está lá, onde antes nada havia (…). Nada foi anunciado, nada é esperado. De repente todos os lugares estão pretos de gente”, diz Canetti.

Este espetáculo será apresentado ainda no Teatro Cacilda Becker, de 8 a 11 de novembro, de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h.

Marcelo Evelin é coreógrafo, pesquisador e performer. Mora na Europa desde 1986, onde trabalha com dança e teatro físico com profissionais de diversas nacionalidades, trajetórias e linguagens (música, videoinstalação e performance). Fundou e coordena desde 2006 o Núcleo do Dirceu, em Teresina, no Piauí.

Estreia Mundial :: Coprodução Panorama

De repente fica tudo preto de gente é Andrez Lean Ghizze, Daniel Barra, Elielson Pacheco, Hitomi Nagasu, Jell Carone, Loes Van der Pligt, Marcelo Evelin, Regina Veloso, Rosângela Sulidade, Tamar Blom e Wilfred Loopstra Coprodução: Festival Panorama (Brasil), Kyoto Experiment com apoio da Saison Foundation (Japão) e Kunstenfestivaldesarts (Bélgica) Apoio: Theater Instituut Nederland (TIN) e Performing Arts Fund NL Agradecimentos: Projeto LOTE 24h/Cristian Duarte, Theater Scholl Amsterdã e Núcleo do Dirceu

Este projeto foi contemplado pela Fundação Nacional de Artes – Funarte no Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna de 2011.