Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura apresentam

Minas de Ouro | Performance Monumento (Residência)

Por meio de um encontro e também de um confronto com o espaço urbano e a dança, a performance busca compartilhar histórias, resgatar memórias e quebrar paradigmas em torno da mulher negra sambista. A performance é uma intervenção concebida como um cortejo de passistas com placas e adereços que remetem àqueles usados por vendedores de ouro em centros de grandes cidades – as apresentações na Bienal contam com artistas do Rio de Janeiro, onde a primeira versão da obra foi criada, e da região de Campinas, que participaram de uma residência com a equipe criativa. Nesse percurso em via pública, permeado de samba e do desfile dessas esculturas vivas, os múltiplos sentidos das palavras ver, vender, minas, memória e monumento são postos em questão. Colocando em embate essas imagens, a performance confronta o estigma e o fetichismo sobre essas mulheres (vistas como monumentos sexuais, mas historicamente rebaixadas e silenciadas) e evidencia as agências e criatividades das artistas, além das tecnologias ancestrais de mulheres negras. Estabelece-se, então, uma arena em que visões sedimentadas e estereótipos se dissolvem em meio a uma complexidade de ritmos – até quebrarem. É uma obra de arte pública que provoca a reflexão sobre os múltiplos sentidos das palavras ver, vender, minas, memória e monumento. Um cortejo repleto de esculturas, uma performance de dança animada pelos “sambares” contemporâneos de passistas das cidades do Rio de Janeiro, Campinas e São Paulo. A obra chama para um encontro e confronto com a dança e a cidade, cujo objetivo é a quebra de paradigmas.

Carmen Luz (RJ)

Carmen Luz nasceu e vive na cidade do Rio de Janeiro. É coreógrafa, diretora de cinema, curadora, docente e artista visual. É mestra em Arte e Cultura Contemporânea pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj); pós-graduada em Teatro pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e pós-graduada em Cinema Documentário pela Fundação Getulio Vargas/RJ. É bacharel e licenciada em Português/Literatura pela UFRJ. É fundadora e diretora artística da Cia. Étnica de Dança. Escreveu, produziu e dirigiu filmes documentários de curta e longa metragem, como Um poema para Quenum(2008), Tia Lucia (2019), Um filme de dança (2013) e os videosartes Um preto (2010) e Panelaço (2020), exibidos em eventos, mostras e festivais de cinema mundo afora. Criou o curso Danças Negras na Faculdade Angel Vianna, onde atua como professora titular.

INFORMAÇÕES

INFORMAÇÕES

Duração:  60 min
Classificação indicativa:  LIVRE

Minas de Ouro | Performance Monumento

Carmen Luz (RJ)

Residência

SERVIÇO

qua, 16 de SET, 16h

qui, 17 de SET, 16h

dom, 27 de SET

R$ 60 inteira · R$ 30 meia

 

Criação: Lia Rodrigues

Dançado e criado em colaboração com: Leonardo Nunes, Valentina Fittipaldi, Andrey da Silva, David Abreu, Raquel Alexandre, Daline Ribeiro, João Alves, Cayo Almeida, Vitor de Abreu

Assistente de criação: Amália Lima

Dramaturgia: Silvia Soter

Colaboração artística e imagens: Sammi Landweer

Design de iluminação: Nicolas Boudier

Assistentes de iluminação: Magali Foubert, Baptistine Méral e Jimmy Wong

Trilha sonora: Miguel Bevilacqua (a partir de gravações da Missão de Pesquisa Folclórica de 1938 e trecho da música “Amor Amor Amor” de domínio público, interpretada por Luiz Paixão)

Mixagem e masterização: Ronaldo Gonçalves

Produção/difusão: Colette de Turville

Assistente de produção: Astrid Toledo

Produção e difusão Brasil: Gabi Gonçalves / Corpo Rastreado

Secretária/administrativa: Gloria Laureano

Apoio logístico Centro de Artes da Maré: Sendy Silva

Professores: Amália Lima, Leonardo Nunes, Valentina Fittipaldi, Andrey Silva

Figurinos: Lia Rodrigues Companhia de Danças